Na semana do clássico contra o Santos, o Corinthians livrou-se
de uma dor de cabeça que já durava mais de dois meses. Último entre
os grandes paulistas a fechar patrocínio em 2009, o clube acertou
ontem com a Batavo um contrato de R$ 18 milhões até dezembro. Mesmo
abaixo do esperado pela diretoria (que tinha R$ 30 milhões como
meta inicial), o acordo com a empresa alimentícia é o maior do
futebol brasileiro em 2009.
É a segunda vez que a marca paranaense, que hoje pertence à
Perdigão, patrocina o Corinthians. Na primeira trouxe sorte. Em
dois dos anos mais vitoriosos da história do clube, a marca estava
na camisa do time que conquistou o bicampeonato brasileiro
(1998/99) e o título do Mundial de Clubes (2000). A nova camisa
deve estrear já no clássico de domingo.
Foram mais de sete horas de conversas por videoconferência,
anteontem, entre a diretoria de marketing do clube e executivos da
Batavo, para acertar os termos do acordo. Ontem, o presidente
corintiano Andrés Sanchez foi à sede da empresa para assinar o
contrato - que teve resistência por parte do departamento de
marketing, insatisfeito com os valores. A diretoria abriu mão de
acertar com o Carrefour, por um valor maior (cerca de R$ 22
milhões), para poder negociar outro patrocinador em 2010, ano do
centenário do clube. A rede francesa de supermercados recusou-se a
fechar por apenas 10 meses.
A quantia supera em R$ 1,5 milhão o contrato com a Medial Saúde, em
2008, ano em que o Corinthians disputou a Série B. Agora, o clube
vai atrás de algo entre R$ 12 mi e R$ 14 mi para o patrocínio das
mangas e calções - com o acordo para a vinda de Ronaldo, porém, o
Fenômeno terá direito a 80% deste valor. O clube tem ainda um
contrato de R$ 16 milhões por três anos com a Nike para
fornecimento de material esportivo.
A definição do patrocinador fixo para a temporada encerra uma série
de sete pequenos acordos do Corinthians para publicidades
provisórias na camisa do clube. O patrocínio vale para todas as
categorias do clube - na Copa São Paulo, a base jogou com o
patrocínio da Suvinil, antiga parceira do clube.
Apesar da demora e do acordo abaixo do esperado, a diretoria pode
gabar-se de ter fechado por um valor acima de seus rivais. O acordo
de R$ 18 milhões evitou, por pouco, o vexame de igualar-se aos de
São Paulo (R$ 16 milhões com a LG) e Palmeiras (R$ 15 mi com a
Samsung), após a badalada e ambiciosa campanha de marketing que se
seguiu à chegada do Fenômeno ao Parque São Jorge.
VELHAS PARCERIAS
Bombril: Empresa patrocinou a camisa corintiana na decisão
do Campeonato Paulista de 1982, contra o São Paulo. O nome do
produto só foi colocado nas costas, como determinava a legislação
da época. Na foto, o atacante Ataliba discute com os são-paulinos
Marinho Chagas e Serginho Chulapa.
Kalunga: Foi a união mais longa. O patrocínio
durou de 1985 a 1994. Em 1987, o Corinthians, que tinha o
lateral-esquerdo Dida, foi vice-campeão paulista. Na Copa União, o
Brasileiro da época, quase todos os clubes foram patrocinados por
uma mesma empresa, mas a camisa do Corinthians continuou com a
Kalunga.
Samsung: Foi a patrocinadora na época da parceria
com a MSI, em 2005. Nesse ano, o time conquistou o quarto título
brasileiro, com Nilmar e Tevez, mas dois anos depois caiu para a
Segunda Divisão nacional, com Felipe no gol. A empresa propôs
renovar o contrato em 2008 por um valor menor, mas o clube não
aceitou.
Medial Saúde: Empresa colocou seu nome na camisa
do Corinthians em 2008, na disputa da Série B do Campeonato
Brasileiro, por um contrato de R$ 16,5 milhões. Segundo a diretoria
do clube, por causa dessa ajuda, o logotipo continuou a ser usado
nos treinos após o fim do compromisso.









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